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Livro

Tudo Aí - 40 anos de Poesia

Autor: Osvaldo Rodrigues

GÊNERO: Poesia (Selo Candeeiro)
ISBN: 978-85-5833-126-5 | ANO: 2016
FORMATO: 15,5X22,5
PÁGINAS:  318 | Pólen Soft 80 gr

 

 

Sinopse:  A poesia que é sentimento. Assim pode ser definido o livro “Tudo aí” de Osvaldo Rodrigues. O subtítulo da obra “40 anos de poesia”, refere-se aos 40 anos de vida do autor, pelos quais o poeta reuniu uma coleção de poesias, avolumadas, de modo, seleto e sensível. O poeta, Álvaro Alves de Faria faz uma crítica em relação tecnocracia da poesia, presente principalmente em um jornalismo cultural exacerbado, construído pelos campos das universidades, mas este poeta chama a atenção para a construção da poesia necessária, aquela que reúne sentimentos e transmite nos seus pequenos versos uma compreensão, não apenas prática do mundo, mas também sensível. Neste sentido Osvaldo Rodrigues criativamente faz suas poesias, sem que para isto recorra a lugares comuns. No poema “Os vermes não comem vidro” Osvaldo traz o tema da morte, e brinca com a sensação de fim trazida por ela, quando em seu silêncio encerram-se as cenas saudosas, que são  mantidas apenas pela memória “os sapatos de couro/ que outra acompanhavam os seus passos terrestres/ estavam agora rotos e desfigurados/ e com o cadarço desfiados/ amarrei-me na eternidade daquele silêncio”. No campo do ritmo e da harmonia sonora o poeta também surpreende. Em alguns poemas, as rimas aparecem sutis, nas quais o poeta explora a semelhança vocal de algumas palavras como “desfigurados” com “desfiados”. Já em outros poemas como “Vasto” o poeta faz uma intercalação de palavras começadas com a letra “V”. Neste desafio de escalar palavras começadas com a mesma inicial, o poeta surpreende construindo um raciocínio poético, mesmo na limitação do emprego de palavras semelhantes.” Vasto/ vaso vazio vazando venenoso vento/ vacas vermelhas/ vagueiam vadias/ velozes valentes/ vales verdes vagões/ viaturas verticais/. “Tudo aí” é uma viagem ritma e etérea por palavras de impacto, que chocam hora pela força com que suscitam imagens, ora também pela oralidade que tem o poder de cala qualquer contrariedade, apenas trazendo o silêncio da poesia que muda a maneira de se enxergar o mundo.

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