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Livro

Carta Aos Cortes

Autor: Kleber Bordinhão

GÊNERO: Poesia (Selo Candeeiro)
ISBN: 978-85-5833-356-6 | ANO: 2018
FORMATO: 14X21 
PÁGINAS:  90 | Pólen Bold 90gr

 

SINOPSE:  Chega uma hora que é melhor “cortar o cabelo, cortar a barba”, mas este poeta, sente que o “relógio na parede que o olha”, continua a passar revelando ao poeta seu interior assustado, pois “tudo que hoje me cresce, se torna um perigo”. Para mensurar a intensidade do sofrimento, Kleber compara a vida, a saudade, a dor com o achado de uma garrafa, trazida pelo mar, numa ilha deserta, no entanto, o mais difícil é constatar que “o náufrago é mais agitado que o mar”, e que é, “mais salgado que o mar”.  Para o autor, o olhar para o passado é um grande desafio, mas é também inevitável, pois, ao andar pelas ruas, ocasionalmente acontece de ele reencontrar antigo amigos, sendo que isto lhe desperta as memórias de tempos nos quais a amizade representava uma “velha alegria”, desta maneira, na imagem da figura fraterna faz com que o autor encare o tempo fugidio, que traz, não somente o assombro das coisas que se perderam, mas também os afetos e momentos felizes de antigamente, é “uma dor carinhosa”.  As figuras dos poetas que inspiram o escritor são de grandes, como Pessoa e Drummond, no seu jeito simples e moderno, o autor traz para sua poesia referências e releituras de poemas como “Poema em Linha Reta”, de Pessoa, e, “Quadrilha”, de Drummond. No entanto, criativamente, o autor acrescenta um pouco de si alternando sua lírica com críticas e sobriedades em relação a sociedade moderna. Trazendo citações de poetas especialistas do cotidiano, como Pessoa e Drummond, surge também um outro escritor, concentrado a cerca das impressões despertadas no desenrolar da rotina, este poeta é Kleber, que ao final de sua lamentação, do seu desespero frente a passagem do tempo, dos seus naufrágios, acaba por tirar a conclusão de que “nem carece murchar num canto, o equilíbrio é tudo”, sofrer e chorar, exagerar, “não é pra tanto”, mas também, se equilibrar, sanar a mente, representam um pouco, que é assustadoramente difícil de se conquistar: “tão pouco é pra tanto”.

 

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